sábado, 17 de janeiro de 2015

Los Angeles

Dia 17/01, sábado
Grupo embarcando neste dia: Gabriel, Mônica, Cascata, Artur, Ricardo e Débora. As meninas Luísa e Bruna que se juntariam ao grupo já estavam nos EUA desde o dia 31/12/14, em mochilão com a amiga Júlia. As encontraríamos em Los Angeles. Saída às 6h de Poa. Guarulhos: saída às 11h. Miami chegada às 16h30 e saída às 19h (horário local). Chegada em Los Angeles às 22h. Voos bem confortáveis, com telas de tv individuais, filmes bem atuais. Almoço e lanches gostosos e fartos, com exceção do último voo, em que nada foi oferecido. Chegamos à noite em LA, onde o fuso horário tem uma diferença de seis horas a menos em relação a Poa. Pegamos um shuttle da empresa Álamo para a locadora onde já estava, prontinha nos esperando, a van de 15 lugares para circular por Los Angeles. Já passava das 23h e, para confirmar que havíamos chegado nos USA, paramos em um Mac Donalds (única opção aberta a essa hora que achamos) para matar a fome, antes de chegar ao hotel.

Dia 18/01, domingo
Depois de tomar café no Hotel Howard Jonhson, que fica em Torrance, pegamos a van e fomos buscar as gurias na casa da Waleska, tia da Júlia, que mora em Palos Verdes, um local muito bonito, no litoral, de casas lindas, ajardinamento perfeito nos canteiros, casas e condomínios. Conversamos um pouco com a família da Júlia na sala com vista para o mar, conhecemos a avó dela, sra Genni, as duas foram muito simpáticas. Seguimos em direção a Santa Monica, onde combinamos de encontrar a Vanessa, prima do Ricardo. Ficamos passeando um bom tempo pelo enorme píer, cheio de lojinhas, restaurantes, apresentações de artistas de rua e inclusive um enorme parque de diversões, tudo sobre a estrutura de fortes toras de madeira, construída sobre o mar. Tiramos foto na placa indicativa do final da famosa Route 66. Muitas pessoas de todos os jeitos, a maioria turistas. Quando encontramos a Vanessa, junto com uma amiga e cada uma com seu cachorrinho, elas nos disseram que essa região é sempre cheia de gente assim, não somente nos fins de semana. A faixa de areia é grande e algumas pessoas se aventuravam a entrar no mar gelado. A água era bem transparente, podíamos ver, de cima do píer, um golfinho e uma foca. Caminhamos até a loja REI, na Blvd St Monica, de equipamentos e roupas esportivas, pois queríamos adquirir botinas e casacos impermeáveis quentinhos. Depois das compras, almoçamos em uma pizzaria próxima, numa rua que é um calçadão de Sta Monica onde circula muita gente. A Vanessa e sua amiga nos acompanharam. Depois fomos a Venice Beach com a Vanessa. Ali, como já esperávamos, era uma fauna humana. Gente de muitas culturas, muuuuuitos de bicicleta ou patins na ciclovia que fica entre a praia e a rua da beira mar. Muita música, inclusive um grupo de pessoas dançando na areia na maior animação e sendo vigiado de perto por duas patrulhas policiais. O pôr do sol foi muito lindo, tiramos fotos com as palmeiras, as casinhas de salva-vidas e já estava ficando friozinho. Levamos a Vanessa na casa de uma amiga, onde ela havia deixado seu carro e depois largamos a Bruna, a Júlia e a Luísa na casa da tia Waleska, que havia combinado de levá-las em um bar de Manhatan Beach. Segundo elas, foi um programa bem bom. Os outros seis do grupo jantaram em uma cantina, com porções muito bem servidas.



Dia 19/01, segunda-feira
Breakfeast com pães e cookie, aveia, cereal, maçã, laranja, café, leite, chá, geleias e uns waffles feitos na hora (self service), cuja máquina o Cascata adorou pilotar. Era só pegar a medida da massa e colocar na forma; interessante, mas o gosto não era muito bom. Ter café da manhã no hotel facilitava nossa vida. A Débora e o Ricardo aproveitaram o início da manhã para fazer as compras do enxoval da Dora, encomendadas pelo Neco e pela Rose. Foi uma grande sorte ter, bem em frente ao hotel, uma enorme loja chamada Buy Buy Baby. Dava para ficar lá todo o dia, o lugar é imenso e os itens para bebês incrivelmente lindos, práticos e, em geral, muito mais baratos do que no Brasil. Nossa intenção era aproveitar o Los Angeles County Museum /LACMA, neste dia, mas ele estava fechado. Estacionamos próximo a ele e caminhamos pelos arredores. O Ricardo e o Cascata desejavam ver apetrechos de fotografia, então, fomos à Samy's Camera, uma loja de três andares com tudo o que se imagina em termos de câmeras, acessórios, livros sobre o assunto. O Cascata se enamorou de um drone... Depois fomos ao shopping Grove, que tem um pátio interno aberto muito bonitinho, com um chafariz, numa alameda agradável, bonita e com muitas lojas de grandes marcas. Alguns aproveitaram para fazer compras numa loja da Apple. Depois andamos pelo ambiente agradável do Farmer's Market, ali pertinho, onde também tomamos um café no Starbucks. O Farmer's Market tem bancas de frutas, legumes e outras comidas, pequenas lojas, restaurantes e lancherias que se concentram ao ar livre. À noite nos dirigimos ao Staples Center, que é um enorme centro de eventos e esportes, onde estacionamos no subterrâneo, para assistir ao jogo de hóquei entre o LA Kings, time da casa, e o canadense Calgary. Após as roletas de entrada e a revista, comemos hot dogs e alguns compraram camisetas do Kings, em suas tradicionais cores preta e branca. Nossos ingressos eram nas arquibancadas de cima, longe da quadra, mas podíamos assistir bem ao jogo e, os impressionantes 6 supertelões com imagens excelentes ficavam suspensos acima da quadra e bem centralizados a nossa frente. Poucos instantes antes do início da partida o estádio lotou. Os telões traziam palavras de ordem que a torcida cantava em coro, em geral "Go, kings, go" e o leãozinho, mascote do time, incentivava também. Aliás, para nossos padrões, achamos um tanto estranho a torcida praticamente só se manifestar quando havia este tipo de incentivo. Foi um longo jogo, com várias atrações nos intervalos, como quiz, entrevistas, curiosidades. O Kings perdeu de virada nos minutos finais e a torcida, muito conformada, aparentemente não ficou desapontada . Tudo foi interessante para nós, mesmo sem entendermos muito as regras. Largamos as três meninas na Waleska bem tarde.




Dia 20/01, terça-feira
Finalmente neste dia, conseguimos entrar no LACMA. Visitamos grande parte dos vários prédios e o acervo interessante. Havia uma exposição no térreo com grandes esculturas de Richard Serra, muito legal. Depois vimos obras de gente muito famosa, em pinturas, instalações e uma exposição fotográfica. Passeando pelo museu, reconhecemos o ator Luiz Guzman (um portorriquenho que fez vários filmes hollywoodianos), que também estava no museu. Nos separamos por algum tempo, já que a Débora e o Ricardo queriam ver mais espaços do museu e a maioria foi para o Farmer's Market lanchar. Se deixássemos, o Ricardo ficaria vários dias no LACMA! O Cascata aproveitou a passagem em frente ao Samy's Camera para comprar seu sonhado drone e, mais tarde, passando por ali, o Ricardo e a Débora também entraram para comprar uma câmera para o Neco, mais alguns apetrechos e viram, na loja, o ator Donald Sutherland - o Presidente Snow, de Jogos Vorazes. À noitinha seguimos todos, em nossa van, para a Hollywood blvd, tirar fotos das estrelas das calçadas e olhar o ambiente. O lugar não tem "nada de mais" e não lembra o ambiente glamuroso dos famosos eventos do cinema norteamericano. O trânsito em LA é um grande problema. Tudo é muito longe, e, apesar da boa sinalização e condições das estradas, o volume de tráfego intenso torna os deslocamentos muito cansativos. Depois de andarmos quase 2 horas, chegamos a Redondo Beach,  onde havíamos combinado de jantar com a Vanessa, num restaurante do píer, muito bom e bonito, onde comemos peixes e a Vanessa comeu mariscos.  Esta noite foi de despedidas - nos despedimos da Vanessa e, depois, da Júlia, que ficou em LA com sua tia Waleska. Pela primeira vez na viagem a Luísa e a Bruna dormiram conosco no hotel.


domingo, 3 de agosto de 2014

Parque Estadual do Cantão - TO

Parte 2 – Parque Estadual do Cantão

O Parque Estadual do Cantão é uma área protegida de 89.000 ha, criada pelo governo do Tocantins em 1998. Situado ao norte da Ilha do Bananal, na confluência entre o Rio Araguaia e o Rio Javaés, o Parque Estadual do Cantão limita-se com o Parque Nacional do Araguaia, formando assim um conjunto de áreas protegidas de mais de 700.000 ha de extensão. O Cantão orgulha-se em representar o encontro de 3 biomas: a floresta amazônica, o cerrado e o pantanal.  Entre as bocas dos rios do Côco e Javaés, a floresta amazônica penetra em território tocantinense, avançando sobre o domínio do cerrado. O Javaés forma um delta interior, uma vasta planície aluvial repleta de meandros, lagos e canais naturais. Bastante diferente do Jalapão, o Cantão é praticamente selvagem, com pouquíssimos moradores que permanecem no seu interior e auxiliam em práticas de preservação.

Dia 30 de julho, quarta

Bem cedo, na cidade de Palmas, após o café da manhã (ruim, no Hotel Serra Azul), o Cascata foi buscar um carro que havia reservado na locadora, pois para ir até o Parque do Cantão, o Léo, da CCTrekking (http://www.cctrekking.com.br/), poderia conduzir somente 3 ou 4 pessoas em seu carro. Então, fomos em dois carros, metade com o Léo. Leonardo é um carioca / capixaba que mora e investe no turismo na região do Cantão há 4 anos. Segundo ele mesmo, é o único agente de turismo da região. Foi ele quem acompanhou o fotógrafo Zé Paiva em suas expedições para a produção do livro de fotos “Expedição Natureza – Tocantins”. Partimos para o oeste desta vez, a 260 km da capital, onde fica a cidade sede para explorar o PECantão – Caseara.  A certa altura da estrada vimos uma placa indicando o acesso à Miracema do Araguaia – antiga Miracema do Norte (alguém lembrou do caminhoneiro Arlindo Orlando? kkkk). Somente estradas asfaltadas. Vimos muito desmatamento para lavouras, mas também veredas lindas com buritis. Passamos por pequenas cidades onde chamavam a atenção as caixas de tela com carne pendurada, secando ao sol, nas calçadas. Chegamos ao meio dia em Caseara e almoçamos junto à saída da balsa que atravessa o Araguaia levando os automóveis e caminhões para o Pará. Logo em seguida, colocamos toda a bagagem nas lanchas “voadeiras” que nos levariam à ilha, na confluência do rios Coco e Araguaia, em uma praia de areias brancas (“Praia da Ilha”), onde estava o acampamento que seria nossa casa pelos próximos dias. O sol escaldante do início da tarde não nos animou muito, pois o local não dispunha de qualquer árvore. As barracas eram muito boas, novinhas, bem altas, já estavam com colchões, travesseiros e roupas de cama limpinhas para nós. Os dois barqueiros – sr. Manuel e sr. Lourival e a guia (que também é assistente social na cidade), sra. Marluzia nos acompanhariam por todos os dias também, já que todo o acesso às atrações do parque eram pela água do rio. Após o reforço do protetor solar saímos para explorar as margens do rio Coco até chegarmos na sede do PEC, onde caminhamos em uma pequena trilha pelo mato para conhecer as instalações administrativas, muito boas por sinal, com uma estrutura bem completa, uma interessante exposição de fotos e um auditório em que vimos audiovisuais sobre o ecossistema do lugar. Voltando aos barcos, apreciamos muitos pássaros que passavam, de várias cores e tamanhos (o Cascata estava na Disneylândia com a sua super lente) e depois, o show do por do sol multicolorido espelhado nas águas do rio Coco. Escureceu pelas 18h. Chegando ao acampamento, fomos orientados sobre o gerador, que seria desligado às 22h, sobre o jantar e o café da manhã, que seria servido em uma barraca de um acampamento vizinho, superaparelhado. É preciso dizer que muitas famílias montam grandes estruturas de acampamento com TV, ar condicionado, uma cozinha praticamente inteira, etc, etc, etc nas margens do Araguaia nos mês de julho, que é a temporada de verão deles, quando o rio está baixo e forma muitas praias. Estávamos, então, pegando o final da temporada e a sra. que nos serviria as refeições da noite e manhã, estava com sua família ali já há um mês, muito bem instalada. Para nossa surpresa, o banho no pitoresco banheiro sem teto era excelente – água bem agradável, aquecida naturalmente pelo sol durante o dia e com vista para a lua e as estrelas. A janta foi ótima, muita variedade e tudo saboroso! Quando o gerador foi desligado, surgiu o espetáculo do firmamento e toda a Via Láctea exposta aos nossos olhos, algo formidável, que fez a alegria dos fotógrafos Ricardo e Cascata. Dormimos com alguma dificuldade para acostumar com o barulho das balsas passando a cada hora e meia durante a madrugada. Fez bastante frio.

Dia 31 de julho, quinta
Acordamos cedo, pois o sol começava a esquentar demais o interior das barracas já às 7h. O café da manhã foi um sucesso – bolo de chocolate, pães e cuca de coco feitos no acampamento, frios, leite, café, sucos, melancia bem doce... Saímos nas voadeiras às 8h30, em direção ao parque, mais uma vez pelo rio Coco. Após passar algumas partes do rio com um mundão d’água, chegamos a outras rasas, com pouca água, onde os motores das voadeiras eram desligados e elevados para não arrastarem no leito do rio. Nesta época de seca do rio as águas baixam a cada dia. Os barqueiros nos alertaram sobre a quantidade de piranhas e arraias no rio Coco, estas, muito perigosas, que podem gangrenar uma perna com seu ferrão! Atracamos em uma margem do parque e começamos uma caminhada de 6 km, guiados pela Marluzia, mata adentro, até chegarmos em instalações do parque e depois na casa de ribeirinhos que permanecem morando dentro do parque, nos seus ranchos, que já existiam antes do parque ser instituído. Uma mochila muuuuito pesada trazida pela guia foi carregada em revezamento pelo Artur, Ricardo e Gabriel, durante o cansativo trajeto, no calorão daquele dia. Na mochila vinha água, um frango, batatas, outros mantimentos para abastecer a casa dos ribeirinhos que nos receberiam. Chegamos primeiro na casa do sr. Raimundo, muito simpático e conversador e depois, fomos recebidos pelos seus vizinhos, o sr. Levi e a sra. Maria Luisa, um casal bastante humilde, que participa do circuito turístico montado pelo Léo, como uma atividade de turismo de experiência. Assim, a sra. Maria Luisa preparou parte do almoço; a Marluzia preparou frango e batatas que trouxemos na mochila, para complementar. Desta forma, o casal é remunerado para isso, havendo um retorno interessante e uma troca bastante produtiva para quem quer conhecer a forma de vida, conversar com estes cidadãos do local. Almoçamos sentados na principal peça da casinha, em meio à fumaça do fogão à lenha, dos feixes de arroz pendurados no teto (eles plantam arroz para seu consumo), do altar de santos, pretos velhos e remédios (!) do pitoresco rancho. Depois descansamos um pouco nos bancos externos, junto das galinhas, cachorros e da horta, curiosamente montada dentro de canoas velhas. O Cascata ganhou “mudas” de mandioca, sementes das enormes cabaças - que nos chamaram a atenção por serem totalmente fora do que conhecíamos até então deste tipo de planta. Ganhamos carona nas canoas de madeira (as duas feitas do tronco de uma árvore só) para atravessar o Lago Rico, desde o rancho dos nossos anfitriões até um local bem mais próximo do rio, o que diminuiu muito o nosso tempo de trilha para caminhar. Passamos por muitos locais interessantes: lagos grandes, pequenos, secos, vegetação alta, com muitos cipós. Vimos uma graça real, algumas ciganas (pássaros que geralmente andam em bando, com um penacho na cabeça), mas a grande maioria dos animais que poderia estar no local era espantada pelo barulhão das folhas secas amassadas pelos nossos passos. Já de volta ao rio Coco, reencontramos nossos barqueiros, que nos levaram ao acampamento para o ritual de banhos no banheiro a céu aberto, janta maravilhosa, roda de conversa sobre os fatos do dia e, ao apagar do gerador, brincadeiras com luzes, fotos, observação do firmamento iluminado e da fina lua crescente.

Dia 01 de agosto, sexta
Dia de descer o Araguaia. Rio largo, mundão d’água, muito peixe. Em uma margem o Pará, noutra, Tocantins. Numa das explorações nas margens e entrâncias do rio, compramos peixes de um pescador, para garantir o almoço. Os barqueiros e homens do grupo também se animaram a pescar e então, para o almoço, tínhamos piaus, flamenguinhos e tucunarés. Fizemos um piquenique junto ao rio, com peixes assados, uma vinagrete preparada na hora pela Marluzia, farofa, bananas e melancia geladinha. Tudo excelente! O peixe, sem dúvida, foi o melhor da viagem. Descansamos bastante na clareira após o almoço e depois, seguimos para uma praia ótima, deserta, para tomar banho no Araguaia, montamos as cadeiras na areia e ali ficamos aproveitando a tarde, ouvindo histórias do sr. Manuel e do sr. Lourival sobre aviões que haviam caído naquelas bandas. Raramente passava algum pequeno barco ou canoa, ou seja, parecia que estávamos sozinhos naquele mundo. A água do rio estava bem boa, não era fria. De repente os barqueiros e a Marluzia começam a preparar o lanche, tirando das grandes caixas térmicas sucos gelados, mais melancia, sanduíches excelentes. Em seguida exploramos outros braços do rio, onde sempre víamos mais animais, especialmente pássaros, para a alegria dos fotógrafos. A noite seguiu como as anteriores, muita exploração do céu estrelado, identificando as constelações com a ajuda de um programa de computador que mostrava o céu do momento.

Dia 02 de agosto, sábado

Dia de subir o Araguaia. Neste trecho de rio vimos mais movimento, pois é rota para uma cidade maiorzinha, no Pará, chamada Barreira de Campos. Esta cidade, planejada para povoar a região, tem uma estrutura melhor, casas boas, alguns empreendimentos na beira do rio, uma escola bem grandinha, praça, etc. Acontece que a cheia anual do rio por duas vezes invadiu praticamente tudo e isso acabou desanimando muitos moradores que foram embora, para regiões mais afastadas da água. Voltamos ao nosso acampamento, mas antes ainda entramos em alguns braços do rio onde o Cascata fotografou uma ariranha. As ariranhas são abundantes, mas ariscas no Araguaia, assim como os jacarés e botos, cujo dorso víamos eventualmente na superfície d’água, quando subiam para respirar. Meio dia e já era hora de voltarmos à civilização, então, alguns aproveitaram para se despedir do Araguaia em um banho rápido na frente da ilha do acampamento. O Léo nos esperava nas barracas, colocamos as mochilas nas voadeiras e fomos à Caseara almoçar, pagar a parcela que faltava à CCTrekking e voltar à Palmas. Chegando na capital, passamos pela grande Ponte da Amizade e da Integração (ou Ponte FHC), sobre o lago formado pela represa do rio Tocantins, vimos a praia da Graciosa, no mesmo lago, onde há prática de esportes náuticos e paramos em frente ao Palácio Araguaia, apreciando também outros prédios públicos que ficam concentrados na Praça dos Girassóis, a segunda maior praça pública do mundo com uma área de aproximadamente 570 mil m², no centro da cidade. Hospedamo-nos novamente no Hotel Serra Azul. Despedimo-nos do Léo, jantamos risotos em um agradável restaurante de esquina, conversando sobre as aventuras vividas no mais novo estado brasileiro. Às 5h da manhã de domingo, pegamos o avião de volta a nossa Porto Alegre e, assim, terminou mais um período de férias muito bem aproveitado!

Fotos do Cascata na Disneylândia: