sábado, 22 de julho de 2017

Bogotá


Dia 22 de julho, sábado

Dia de muita viagem! Acontece com quem nunca sabe se vai ter folga em julho ou não: compra passagens mais caras, com várias escalas e muita espera entre um trajeto e outro. No nosso caso, sempre topamos. Quem viajou desta vez foram o Artur, o Ricardo e a Débora. O Artur, um dia depois de fazer 18 anos, já não precisaria mais passar pelo guichê da migração com os responsáveis. Saímos de Porto Alegre às 7h. As escalas foram no Rio de Janeiro e em Fortaleza. Somente à noite chegamos na capital da Colômbia. Na zona rosa, onde nos hospedamos, o movimento em barzinhos e restaurantes era enorme, gente no meio da rua, conversando, bebendo, parados em frente a casas noturnas.











Dia 23 de julho de 2017, domingo 

Esta parte da cidade em que ficamos tem sido muito indicada para turistas se hospedarem, em função de ter muitos hotéis, ser muito limpa, agradável e ter uma vida noturna intensa. No café da manhã à la carte, o garçon oferecia alguns "tipos" de menus definidos e a pessoa escolhia. O Artur pediu seu menu com um café "tinto" que é como chamam o café preto, sem leite. A avenida em frente ao hotel se transforma em ciclovia aos domingos, como boa parte das vias do bairro. Há calçadões e acessos para pedestres e ciclistas em canteiros muito arborizados, um paisagismo bem bacana na região. É um modelo da nova Bogotá, que pretende oferecer mais áreas de convivência e lazer. Caminhamos bastante e depois, em meio a um chuvisqueiro, pegamos um Transmilênio, famoso ônibus articulado que circula nas avenidas principais, com paradas específicas, escoando o movimento de norte a sul a partir dos outros ônibus menores, que vem de vias alimentadoras, dos bairros. O centro da grande cidade revela a pobreza, a sujeira, o desemprego contra os quais os colombianos ainda lutam. Por outro lado, evidencia o passado de grandes obras arquitetônicas e a riqueza cultural dos povos originários, que se apresentam como artistas de rua, vendem suas iguarias e artesanato. Fomos ao concorrido e excelente Museu do Oro, que é extraordinário e visita obrigatória na cidade! Não se consegue imaginar a quantidade e variedade de peças expostas no local. A habilidade na ourivesaria, o que ela revela sobre cada cultura, a organização do museu, enfim, tudo justifica as 5 estrelas recebidas pela atração. Em seguida caminhamos até a enorme Plaza Bolívar, ocupada por bandos de pombos e edifícios imponentes - visitamos a parte externa da Assembleia Nacional, com suas inúmeras colunas. A fachada da enorme catedral, que também fica na praça, estava sendo limpa. De volta ao hotel, tomamos banho e caminhamos até a filial do pitoresco bar/ restaurante Andrés Carne de Rês. A decoração criada a partir de inúmeras peças de diversos estilos e os 3 andares (Purgatório, Inferno e Céu) são curiosidades que acabaram fazendo a fama do lugar, que tem sua origem nos arredores de Bogotá e onde ainda funciona, sempre com lotação garantida. A música boa e animada, ao vivo, com pista de dança, também é um diferencial, que traz muito público. 
















Dia 24 de julho, de 2017 - segunda 
Dia de comer banana! De vários jeitos .... 

Hoje depois do café no hotel, pegamos um ônibus azul para Paloquemao, um enorme mercado de comidas, flores, frutas, carnes, peixes, enfim, de um tudo, fresquinho e típico. Vários turistas circulam por lá para conhecer as frutas diferentes da Colômbia. Logo ao chegarmos paramos em uma fruteira bem sortida e um simpático colombiano nos mostrou e ofereceu diferentes sabores. Provamos de quase tudo, também comemos fruta do conde. Depois, passeando pelos corredores estreitos, perfumados de temperos e coloridos, ainda compramos chips de plátano e bananinhas nanicas para ir comendo. Tudo é bastante limpo e bonito. O setor das flores ainda estava com a maioria dos estandes fechados, mas pudemos ver alguns dos exemplares das famosas e grandes rosas colombianas. Na saída nos chamou a atençäo uma banca de ervas aromáticas e medicinais denominada "El trunfo de Pablo", que fazia propaganda de uma milagrosa pomada feita de marijuana e coca (!). Para seguir dali até o teleférico que nos levaria ao cerro de Monserrate, pegamos um táxi, já que os ônibus estavam demorados e o táxi é barato. Nestes dois dias em Bogotá vivemos vários climas: rapidamente passava de sol e calor para nublado, frio e com chuvisqueiro fino. Foi assim manhã e tarde. A fila para subir de teleférico ao Cerro de Monserrate era imensa, foi quase 1 hora esperando. Este é um ponto turístico muito importante, todo turista que visita Bogotá sobe ao Monserrate. O antigo teleférico tem uma subida bastante íngreme do morro, que pode ser acessado a pé, mas é muito desgastante, normalmente esta caminhada é feita por fiéis peregrinos na data de devoção à santa. Lá no topo do monte, além da grande igreja branca, há dois restaurantes luxuosos, um poço dos desejos, um jardim muito bem cuidado, além de um centro de artesanato e comidas bem popular. O Ricardo não se conteve e pediu uma banana frita recheada com queijo e goiabada e uma cerveja Club Colombia. Milagre não ter pedido a típica Bandeja Paisa (prato de vários carnes, tudo frito em muita gordura). Depois de um tempo observando a enorme capital de cima, descemos - os meninos a pé, pela estrada, e a Débora, tranquilamente pelo teleférico. As pessoas circulam de guarda-chuva, que também serve de sombrinha e os carrinhos de bebê todos tem uma capa de plástico transparente para aplacar o chuvisqueiro. Conhecemos a livraria no Centro Cultural Gabriel Garcia Marques, ali ao lado mesmo sentamos no café Juan Valdéz. Depois ainda visitamos o Museu Botero com suas simpáticas figuras gordinhas e fomos surpreendidos por vários arco-íris, pudera, com tantos eventuais chuvisqueiros e vai e vens do sol....Perto dali ainda visitamos uma exposição do fotógrafo Cartier-Bresson. Para voltar ao hotel pegamos um taxista engraçado, que falava muito e rápido. Ele nos mostrou uma avenida cheia de mariachis, vestidos a a caráter, que ficam nas calçadas esperando, abordando carros, em grupo, para serem contratados para festas, homenagens, serenatas. O taxista também nos explicou sobre o funcionamento do Transmilênio, que circula nas maiores avenidas, pegando o pessoal que vem com os ônibus menores, os alimentadores, provenientes dos bairros, Na janta saímos caminhando pelas redondezas do hotel e acabamos comemos uma massa muito boa numa cantina do "Parque da 93". Hoje caminhamos bastante!


Dia 25 de julho, terça - último dia de Bogotá

Levamos para o café da manhã as frutas que havíamos comprado no mercado. A curua, que parece um maracujá, mas é pequena e por fora é roxa, e o mangostino, que é também escuro por fora, bem redondinho, de casca grossa e por dentro tem 4 ou 5 grandes alvéolos brancos, doces e macios (algo como na fruta do conde, mas um pouquinho mais ácido). Depois de fecharmos a conta no Hotel Bogotá Virrey, seguimos com o sr Henri, motorista particular. Quando ele chegou no hotel, de traje preto, camisa listrada de gola e punhos brancos, sapato impecável, lenço e gravata rosa, achamos que não estávamos a sua altura. Combinamos de deixar nossa mala e mochila maior em um hotel da mesma rede. Henri nos contou sobre a história da Colômbia e da independência que foi planejada em Zipaquirá, povoado ao qual estávamos nos dirigindo. A independência foi declarada em 20 de julho de 1810, pelo aclamado libertador Simon Bolívar, em Bogotá. Em direção ao norte, passamos pela cidade de Chia, vendo muita plantação de flores, especialmente rosas, tudo muito verde, também muita produção de leite.Há 80 variedades de batatas na Colômbia. Fica em Chia o original restaurante / bar / casa de shows Andrés Carne de Rés, que traz muita gente até este local, especialmente para o restaurante. Construções em tijolos à vista, condomínios com casa muito bonitas, elegantes, bons terrenos. A Colômbia está numa ótima fase de desenvolvimento. Na época do narcotráfico o turismo estrangeiro representava 2%, atualmente, está em 98%. Há 2 anos atrás praticamente não vinham brasileiros para cá. O aumento da segurança é que permitiu esta inversão total nos índices de turismo. Chegando ao povoado de Zipaquirá passamos por restaurantes típicos muito parecidos com nossas churrascarias, de espeto no chão. Compramos os tíquetes a 50.000 pesos por pessoa e entramos na mina, com a companhia de uma guia local, que fornecia todas as informações a respeito da própria região, da mina e, especificamente, sua Catedral de Sal, impressionante atração turística que é, atualmente, uma das maravilhas do mundo. A primeira da Colômbia. À medida que se desce os 180 m, por largos e escuros túneis, se conhece a via crúcis estilizada, cada parada com diferentes detalhes esculpidos no sal. A catedral em si, com sua imponente cruz de 16 metros de altura ao fundo e de um teto super alto, tem um jogo de luzes coloridas que mudam o ambiente lentamente. Além de sabermos sobre a extração de sal, suas técnicas e como esta mina foi escavada em cada época, inicialmente explorada artesanalmente pelos povos originários, os muíscas, que o usavam como moeda de troca por outros produtos. Faz parte da visita uma sessão de filme 3D com esta história e um show de som e luzes de led muito bacana. Ainda dentro da mina, visitamos uma exposição que conta sobre a esmeralda, sua extração e todo o processo, além de ter lojinhas na saída que vendem pedras certificadas. Foi bom termos ido cedo, na saída, às 11h40, vimos muitos grupos grandes de turistas chegando. Henri nos levou a um passeio pelo povoado, a linda praça central de Zipaquirá com sua catedral, prédios com balcões de madeira e muitas casas pintadas de branco, aberturas em azul e café, cores que são características locais. O sr. Henri foi excelente: atencioso, educado, falante na medida certa, trouxe muitas informações e valeu a pena em termos de preço, já que nos economizou tempo. A outra forma de ir a Zipaquirá, seria de ônibus. Ele nos deixou no centro de Bogotá, na região histórica, em um hotel da mesma rede em que estávamos hospedados anteriormente, para deixarmos as malas enquanto visitávamos o que ainda não tínhamos visto da cidade. Nesta região central estão também os museus que visitamos ontem e onde queríamos explorar mais coisas já que havia mais um turno disponível. Caminhando pela Septima Carrera entramos em um mercado de artesanato, compramos café e doce de leite (aqui chamado arequipe) com café. Resolvemos almoçar no restaurante mais antigo de Bogotá, que completou 200 anos no ano passado. O El Puerta Falsa tem um cardápio reduzido a base de ovos mexidos e lanches, o único prato maior foi o que escolhemos, o típico ajiaco, que é um creme de 3 tipos de batatas com uma espiga de milho e frango desfiado, acompanha arroz e abacate. Trazem alcaparras e creme de leite para botar junto na sopa. O lugar é muito pequeno e bastante frequentado, conseguimos lugar apenas no balcão. Enquanto comíamos, sentimos falta da câmera Gopro do Artur, que voltou para o hotel a fim de procurá-la, mas não a achou. Ligamos para o hotel em que dormimos para perguntar se não a haviam encontrado, mas a resposta foi negativa. Ainda encontramos tempo para visitar o Museu de Bogotá, uma casa colonial não muito grande que abrigava uma coleção de fotos do séc. XVII de toda Colômbia. Muito preocupados com a situação da Gopro perdida, o Ricardo e a Débora foram para o hotel onde estavam as malas para ajudar a procurá-la, mas não rolou. Não satisfeitos com a situação, voltamos ao hotel em que nos hospedamos na zona rosa para dar uma olhada com nossos próprios olhos e ver se não achávamos. Chegando lá o recepcionista logo nos reconheceu e entregou a câmera que as camareiras tinham colocado no lixo (sim)! Apesar do taxi ser barato por aqui, hoje abusamos! Foi muita viagem: do centro até a zona rosa e de lá ao aeroporto, foram quase duas horas. 

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Mendoza e o retorno

Dia 31 de janeiro, terça-feira












Saímos depois do café, que foi complementado com mediallunas e sanduíches que compramos. Pegamos a ruta provincial 52, chamada de estrada das 365 curvas. É muito bonita e seria nossa última estrada de ripio. A paisagem foi mudando aos poucos, atrás de nós deixamos a cadeia de montanhas avermelhadas ou algumas, mais ao longe, nevadas, entre elas o Aconcágua. Entramos na reserva ecológica Villavicencio, enorme extensão de terras que inicia com coxilhas de vegetação rasteira e muitos guanacos e depois, passa a ter as inúmeras curvas, numa serra bonita, somente com descidas. Neste ponto, os ciclistas de plantão iniciaram a aventura do dia: no primeiro trecho o Cascata, Bruna e Artur, depois a Débora e o Ricardo substituíram a Bruna e o Cascata. Foram vários km de descida, bonitas vistas, tudo no ripio até o hotel de termas Villavicencio, onde iniciava o asfalto. O Cascata e a Bruna e a Débora seguiram de bike dali, sempre na descendente, foi muito emocionante, o trecho é perfeito para uma aventura, por ser somente descida e por não ter praticamente trânsito, nem vilarejos por perto, foi um voo na bicicleta! No meio da viagem percebemos que havia uma ligação perdida, do hostel, para avisar que havíamos esquecido o kit do mate todo lá. ?? a partir daí, o Ricardo começou tratativas para que o colocassem no ônibus para Mendoza e, incrivelmente deu tudo certo. Bem, circulamos um pouco por Mendoza e almoçamos lomos e bifes de chorizo no calçadão central, bem em conta. Depois visitamos as duas oficinas de turismo, a municipal e a estadual (da província de Mendoza) e tivemos algumas informações sobre os atrativos: as inúmeras bodegas de vinho é claro, olivares, parque San Martin (na cidade mesmo) e as termas de Chacabuco. Como não pretendíamos ficar mais de um dia e já estávamos em clima de volta ao Brasil, decidimos dar umas voltas de carro mesmo, escolhemos uma cabana na "grande Mendoza", tranquila para descansar. Tomamos um banho de piscina e à noite voltamos para o centro para comer pizza, depois tomamos sorvete na maravilhosa Heladería Sopelsa.

Dia 01 de fevereiro, quarta-feira
Depois de tomarmos café saímos rumo à ruta 7 para visitar a Bodega La Rural, em Maipú, fundada em 1885 por um italiano e que agora é controlada por um grupo financeiro. A visita guiada de 40 minutos foi interessante. A vinícola tem outra planta, bem moderna e automatizada, no Valle del Uco, que atualmente é principal zona produtora de vinhos finos. Vimos a plantação de uvas cabernet sauvignon, tivemos informações sobre a história da vinícola, a fabricação dos vinhos e visitamos o Museu do Vinho que a Bodega guarda. A visita encerra na degustação, onde também compramos algumas botellas. Enquanto visitávamos, presenciamos o ritual da chegada do primeiro caminhão carregado de uvas, brancas, desta safra. Antes de ser descarregado, sob os aplausos e brindes de um pequeno grupo de visitantes e trabalhadores, um sacerdote abençoou o lote. Seguimos dali para o terminal rodoviário, que era próximo, para resgatar o kit mate na cia Andesmar, pagando 75 pesos pela encomenda. Em seguida continuamos pela ruta 7 até a propriedade da família Zuccardi, que tem vinhedos (também com a marca Santa Julia) e olivares. Nosso interesse era apenas comprar azeites. O lugar é muito lindo e moderno, com diversos produtos derivados do azeite e dos vinhos, inclusive cosméticos. Compramos algumas coisitas e aí, sim, rumamos de volta para casa. A viagem seguiu tranquila, a paisagem mudou bastante quando trocamos de estado. Saindo de Mendoza, desértica, colorida apenas pelo verde dos vinhedos ou de algumas outras frutíferas, entramos em San Luis com seus extensos cultivos de milho. Na fronteira dos dois estados fomos parados em barreira policial, onde não tivemos problema e havia também um controle fitossanitário que nem nos pediu para abrir o carro. Há algo muito intrigante no estado de San Luis, durante toda a ruta 7, duplicada e muito bem cuidada, de 50 em 50 metros há postes de iluminação muito altos, pintados em cores que se alternam a cada trecho: uns 20 postes vermelhos, depois uns 20 amarelos, depois roxos ou azuis ou verdes.....Isso acompanha toda a extensão da rodovia no estado. Não há muita opção para alimentação na ruta 7, acabamos comendo sanduíches à tardinha e passamos para o estado de Córdoba, pegando a ruta 8 que já não era duplicada na maioria dos trechos. Pela paisagem, nos sentíamos mais em casa, nos parecia bastante com os pampas gaúchos. Assim fomos andando e a ideia de parar para dormir ao anoitecer, se revelou um desafio, já que deixamos para muito tarde a procura por hotéis e não conseguíamos vagas. Em Villa Maria, onde chegamos pelas 23h, imaginávamos conseguir com certeza, já que a cidade é grande e tem muitos hotéis. Acontece que havia dois eventos na cidade: um campeonato de futebol sub 20 e os 50 anos de um festival de música - Penha da Canção. Nada, num raio de 200km, então fomos parando, de pousadinha em pousadinha, de hotelzinho em hotelzinho e nada! Quando estávamos nos convencendo de dormir no carro ou de seguir dirigindo pela madrugada, conseguimos, à 01h, um hotel em Las Varillas, a 80km de San Francisco. Neste dia não houve almoço, nem janta!

Dia 02 de fevereiro, quinta-feira
20* dia de viagem! Dormimos um pouquinho mais e, às 10h, depois de um café simples no Gran Hotel Las Varillas, saímos rumo a Alegrete, com pouso agendado na casa do vô João e da vó Ilka. Eram 800 e poucos km até lá. A região de Las Varillas é o celeiro da Argentina, muito milho, amendoim etc. Os jornais falam somente de agricultura, as propagandas são de defensivos agrícolas. Chegamos na grande cidade de Santa Fé pelas 13h, atravessamos o incrível túnel sob o enorme rio Paraná e almoçamos num clube na beira do rio, já na cidade de Paraná. À noitinha paramos em Paso de los Libres para comprar alfajores, mais alguns vinhos e trigo. O trâmite na fronteira foi rápido, ao atravessar a ponte internacional, avistamos uma missa para Nossa Senhora dos Navegantes sendo rezada em frente à igreja católica na beira do rio em Uruguaiana e muita gente fazendo oferendas à Iemanjá. Às 23h chegamos no Alegrete para jantar o feijão com arroz, carne assada, farofa e outros acompanhamentos que a vó Ilka havia preparado especialmente para nós. A van dormiu em frente ao posto da praça, pois estava carregada e com as bicis em cima.

Dia 03 de fevereiro, sexta-feira
Depois do farto café da manhã e de apanhar mangas do pátio do João Neves, saímos de Alegrete às 9h30, levando um bolo de chocolate quentinho que a vó Ilka nos ofereceu. Às 16h terminava mais esta aventura, depois de 9.200 km rodados, sem qualquer problema com a van, nem mesmo um pneu furado. Quase todos concordaram que o lugar mais bonito visitado foi o Parque Nacional Los Alerces. O Ricardo destacou a Villa Pehuenia, especialmente a vista do vulcão Batea Mahuida e como melhor pedalada foi eleita a descida de Cerro Chapelco até San Martin de los Andes. Mais uma vez o grupo encerra a expedição feliz, com as imagens, as sensações e vivências na memória e a amizade fortalecida.